História da Capela de Silvânia


     Por volta do ano de 1950 , o Sr.(Riva) Rivadávia Faria, proprietário de terras ("Fazenda 15 de Agosto") no Distrito de Silvânia, Município de Matão–SP, teve seus 2 filhos mais velhos que foram cursar o Seminário Menor em São Carlos–SP.
     Depois de terem cursado 5 anos, o Sr. Riva e sua esposa Sra Joana Tonolli Faria, (Dona Joaninha) sendo muito católicos e ter bastante amizade com o Bispo da Diocese, doaram uma área de 10.000 m2 de terra, para ser construída a Capela do vilarejo. Em agradecimento, o Bispo disse ao Sr.Riva que o Padroeiro seria São João Batista em homenagem a sua esposa que nasceu no dia do grande Santo.
     Como era do conhecimento do Sr. Ernesto Pradella, que entrou em contato com o Bispado de São Carlos, e se prontificou em construir a Igreja com a ajuda de todos os moradores do bairro, e assim que obteve o aval do Bispo, saiu a procura dos colegas para colocar o plano ação.
     Falou com os Srs Antonio Bertochi e Osvaldo Teixeira, que se propuseram a ajudar e convidar mais colegas. Falaram com o Sr José Fabber, que de imediato mandou fazer a planta, a noticia foi se espalhando e chegou ao conhecimento de alguns fazendeiros e administradores das fazendas que tinham mais recursos financeiros e passaram a colaborar com doações de materiais, tais como; tijolos, telhas, cimento, cal, pedra, areia, altar, bancos, esquadrias, tinta, madeira, transporte etc., onde participaram as famílias :- Faria, Bastia, Caparelli, Fava, Malzoni, Sr. Bento Carlos de Arruda Botelho, da Fazenda Bento Carlos, Sr. João Pedro Medeiros Administrador da Fazenda Matãozinho e sua esposa Dona Maria, Sr. Juca Custódio e esposa Dona Cornélia, Sr. Olindo Frigeri e sua esposa Dona Malvina, administrador da Fazenda Santa Maria de propriedade do Sr. Juvenal de Mello, e muitos outros.
     A imagem de São João Batista foi doada por um filho do Sr.Riva, o Minguíto e sua esposa Vera. Alem de muitas outras coisas, todos os bancos foram doados pelo Sr. Arlindo Fava.
     Conseguiram mais amigos para dar força na mão de obra, e também a colaborar depois do horário de serviço na Estrada de Ferro Araraquara :- Manoel Francisco Gregorio, Manoel Francisco Gregório Filho, João Cichetto, José Satkauskas, Antonio Poli, Pedro Pinheiro, Florindo Gomes, Pedro Xavier Filho, Pedro Reino Morillo, Jose Marcolino. Pedro Zem, Afonso Gazoni, Antonio Flor, Benedito Siqueira, (Sr.Zeca) Jose dos Santos, Jose Gorgulho, Geraldo Bergamin, Onofre Dias, Jose Alexandre, Guido Verde, Nelson Verde, Antonio de João, e muitos outros.
     Em um grande mutirão as pessoas ajudavam da maneira que podiam, porque tinha a equipe que doava materiais e a equipe doava mão de obra, e o importante é que todos davam uma grande força. Terminou a obra em meados de 1959, e no dia 28 de junho do mesmo ano foi feito a festa de inauguração, com procissão, quermesse, missa, 1ª comunhão, e todos vibravam na maior alegria. Durante alguns anos a Igreja comportava a freqüência dos Fiéis nas missas, mas chegou um certo tempo que precisou aumentar o tamanho, onde a Pedra fundamental com a data registrada confeccionada pelo Sr. João Cichetto, acabou ficando encoberta por outro piso, ou talvez foi removida do local, pois, a foto mostra a Igreja já reformada. No Ano de 1997 o prefeito de Matão, em homenagem a esposa do Sr. Rivadavia Faria, deu o nome de Praça Joana Tonolli Faria. (Dona Joaninha), e foi construída uma grutinha ao lado, com a Imagem de N.S. Desatadora dos Nós, Imagem essa que ficou desaparecida por algum tempo e acabaram encontrando- a à beira de um pontilhão que passa por cima da estrada de Ferro. Depois de algum tempo a família da Sra Clara Caparelli Bastia, conseguiu outra Imagem, colocaram no lugar e foi feito uma proteção com vidro e cadeado.
     O vereador Ademir Nogueira lançou o projeto 0100/2003 sobre o tombamento da Capela de Silvania e do Horto Florestal, e foi aprovado pela lei nº 3324, e assinada pelo prefeito Dr. Jayme Gimenez, no dia 28 de Agosto de 2003, onde diz no seu artigo 1º :- Fica pela presente lei, tombado como patrimônio histórico e cultural do município de Matão, as Igrejas do bairro de Silvânia e Horto Florestal.
     Parágrafo Único – Os bens tombados, abrigará o Arquivo Histórico do Município de Matão, criado pela lei municipal nº 1955, de 17 de abril de 1991. Artigo 3º :- Os bens tombados, não poderão em caso nenhum, serem destruídos, demolidos ou mutilados, sendo o responsável pela infração, incurso ao pagamento de multa, fixada pelo Poder Executivo, sendo-lhe ainda imposta a reconstrução ou recuperação da parte danificada.
     Os nomes das pessoas das duas equipes foram todas minhas conhecidas, porque morei em Silvania, de 1954 à 1961, e a maior parte desse tempo trabalhei na venda do Bastia, que atendia todos os moradores da região, e na preparação dessa matéria, consultei a dona Clara Caparelli Bastia, a Dona Maria Tereza filha do Sr. Riva, a Maria Aparecida Vieira (Mara), Osvaldo Teixeira, Onofre Dias, que me ajudaram a lembrar muitas coisas.

 

Leonélio Cichetto